Como já disse Oswaldo Montenegro “(…) como se fosse urgente e preciso”, e é isso que sempre vejo em você: precisão. Moça, você tem algo que me inquieta, talvez tua independência de sentir te traga tanto destaque. Tu não precisas de algo material para exibir essa sua linda e longa risada, só precisa sentir. Mas sei que tu és completamente dependente disso. Tu precisa sentir e transmitir o que sente, precisa entregar tudo e viver na emoção, tu vives com o coração. Nunca te senti fria, maldosa ou egoísta. O teu pouco egoísmo é quando precisa pensar profundo ouvindo seu Chico, perdida entre pensamentos, mas ainda assim sentindo. Tu és quente, vibrante, alegre e é impossível sentir-se desolado ao teu lado. E ainda sinto tua urgência de alegrar-se. Existe a certeza que tristeza não exista para ti e, se existir disfarce-a porque quando tu sorris é magnífico. Mas ainda te sinto impaciente, com pressa de realizar no que acredita e com ânsia de viver. Tu és tão cheia de “mas” e “porém”. Tu és tão imprevisível e incontrolável. Já te preenchi de tantos clichês, mas sei que tu gostas dos clichês teatrais. Sei que tem essa coisa de mulher boba e sentindo-se amada em toda essa tua independência de vida. Sei que tu és uma extraordinária criatura, absorvida por uma leveza da vida e uma segurança no que faz e transmite, então creio que tu não precises de conselhos meus ou sentenças óbvias de que seu sorriso és lindo, só te aconselho a manter isso. Não sou lá muito fã de perfeição, mas algumas vezes te sinto perfeita mesmo composta por tantos defeitos e estranhíssimos. Moça, tu és perfeita a tua proporção.
Giovanna Girão

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